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9/27/2005
Semana da Moda de Milão
Apesar de uma gripe que não me deixa nem respirar direito, hoje vi umas imagens da semana da moda de Milão. Enfim vi um desfile que me agradou sem eu ter que pensar duas vezes. Enquanto o mundo celebra o minimalismo bege de Prada (nada contra, mas não sou eu), me encantei com os azuis e violáceos de Pucci. Lacroix não desenha mais as coleções Pucci, mas por enquanto esta é a coleção com mais itens de "eu quero um igual" desta temporada.
PRADA

PUCCI


Dos outros desfiles tenho pouco a falar. Continuo não me entendendo com o stylist Marni. Achei fofa a coleção D&G, bem leve. Ainda não sei se gostei da coleção do Empório Armani, acho que sim. E dos outros não gostei nem desgostei.

D&G e Empório Armani, respectivamente.
desabafo de Gabitsa 10:47 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/24/2005
E os vexames se sucedem no mundo. Sempre acompanhados por uma boa dose de hipocrisia.
Tá, Kate Moss deveria ter tido mais cabeça antes de começar a cheirar pó. Demorei muito tempo pra perder aquela antipatia pelo fato de ela ser magérrima. Inclusive acho que as campanhas atuais são mais interessantes que as campanhas que ela fez na era das modelos Heroin chic. Se bem que eu ainda não sabia do que gostava naquela época, nem entendia o por que das coisas em seus lugares.
 
Mas acontece que ainda nos iludimos com as coisas. Não vejo muita diferença entre ser viciado em cocaína e ser viciado em remédios para emagrecer. Duvido que seja lenda que boa parte das modelos seja viciada em alguma coisa, então porque só punir aqueles que acabam dando bandeira como aconteceu com Kate Moss? Tantas outras continuam se consumindo em pó e pílulas, e só pela sorte de seus vícios não terem sido descobertos publicamente elas continuam estampando campanhas. Não acho que Kate Moss seja um bom exemplo para as adolescentes, mas até aí nenhuma magreza irreal como a que é vendida como modelo a ser seguido é um bom exemplo. Acho que as meninas precisam de constante apoio psicológico. Mas nesta loucura que anda o mundo, quem é que não precisa?
desabafo de Gabitsa 3:33 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/22/2005
Esta semana tá difícil. O computador que eu tenho usado não colabora. Ando tensa, sonolenta. Esperando por respostas que nunca chegam, estágios que não acontecem. Então, enquanto eu não voltar a ser uma pessoa, isso aqui vai ficar paradinho.
desabafo de Gabitsa 11:33 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/18/2005
Falo sozinha enquanto arranco os cabelos, será que eu sou eu? Olho ao redor procurando uma resposta, faço silêncio e respiro devagar. Mas não há mais ninguém aqui.
Não me lembro de gostar de amarelo, porque tanta blusa azul?
Acordei e estava de óculos, dormi enquanto lia. Eu que me incomodo fácil com as coisas que atrapalham o sono, não apaguei a luz. A revista tá amassadinha, tadinha, mas nenhum estrago muito complexo.
Descobri que não sei mais dançar e isso é triste. Sei soube dançar muito bem, mas agora perdi o jeito. Acho que é porque tenho dançado pouco. Já ia desistir de dançar quando os vizinhos de baixo ligaram uma música horrorosa. Liguei a minha mais alto, pus um tamanco de madeira e fiquei pulando até que eles desistissem. Desistiram. Nada como um tamanco de madeira num chão de taco. Que saudades das aulas de Flamenco. Ponta-ponta-chão! Direita-Esquerda-Olé!
Toca o telefone, mas não era pra mim.
- Quero falar com Nando.
- Não tem ninguém aqui com este nome.
- Minha filha, faz favor de chamar logo este vagabundo!
- A senhora deve estar enganada...
- Chama o Nando, ou eu...
tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu .....
Eu pensei que esta pessoa já tinha percebido que se houve algum Nando na vida que ele deve ter dado o número de telefone errado. Pelo menos desta vez não foi a cobrar.
Procuro imagens pra ilustrar o que eu sei fazer, mas acho que estou ficando gripada. Não, eu não andei fumando. Nem bebendo nada. Talvez seja o aspartame.
desabafo de Gabitsa 3:32 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/17/2005
Semana da Moda de NY
Estou um pouco atrapalhada com a vida, então nem consegui acompanhar muito bem o que aconteceu por lá. Mais uma vez a imprensa brasileira fala de nossos estilistas como grandes sucessos, mas como eu não estava lá pra ver a repercursão, acho que ainda é cedo pra comentar o assunto. É engraçado que as coleçoes do verão 2006 do hemisfério norte saiam antes do nosso próprio verão em 2005, então a questão de acompanhar tendências fica meio deslocada. Por que tem toda a discussão sobre a moda brasileira ser ou não uma cópia da moda internacional. Mas também nos dias de hoje, é notório que qualquer um pode influenciar qualquer um. E várias pessoas podem pensar no mesmo tipo de roupa e imagem sem ser necessariamente cópia uma da outra. Ah, to me enrolando demais nesta história. Vamos às imagens:
 
Ralph Lauren, Donna Karan e Calvin Klein.
desabafo de Gabitsa 11:20 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/16/2005
Faz uns dias que não escrevo. Pura falta de assunto. Trabalhos da faculdade. Procura interminável por estágio. Bicos. Costura. Vi um livro interessante sobre moda, chama-se Por dentro da moda.
É um livro mais teórico e na verdade é um conjunto de artigos, que relacionam moda, comportamento e identidade. Apesar de um pouco datado, tem questões que ainda valem muitas discussões. Pode parecer que é um assunto completamente fútil. Mas isso depende do ponto de vista de que olha.
desabafo de Gabitsa 10:15 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/9/2005
Mercado de luxo.
Antropologia do consumo. Várias questões. Tipo falsificação. Li que o logotipo da Louis Vuitton já em 1896 foi criado como resposta às falsificações. Não é uma coisa?
Uma das estampas mais copiadas do mundo foi criada para que um produto não fosse facilmente falsificado. Particularmente não sou fã deste tipo de bolsa, nem mesmo do fato de a estampa da bolsa chamar mais atenção que todo o resto. Até porque é uma estampa séria demais.
Mas um pensamento leva a outro e estive pensando, será que as falsificações não são apenas mais uma engrenagem do setor de luxo? Pense comigo, a madame vai lá, compra sua blusinha de 890 dólares, fica feliz da vida de poder pagar por uma exclusividade. Dias depois, vê uma pobre qualquer com uma blusa parecidinha, quase igual. Fica com raiva e pega seu cartão mágico e vai renovar o guarda roupa. Então as marcas de luxo oferecem outros produtos, exclusivos, e não deixam de vender. Até por que a consumidora de produtos de luxo faz questão de pagar pela marca, então estas marcas não perdem seus clientes habituais. Já as falsificações são graduadas e quanto mais parecida com a original mais alto é o preço da cópia. Tem divisão de classe das consumidoras de cópias! Tem aquela Patricinha (nada contra as Patrícias)que é quase rica, então pode comprar sua imitação numa boutique arrumadinha e tem o consumidor que vai lá no camelódromo comprar seu Nike mais ou menos. Por enquanto a hipótese ainda tá rasa, preciso de fundamentação. Mas quem sabe já não é um começo pra eu pensar na minha dissertação de mestrado?
desabafo de Gabitsa 10:20 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/8/2005
Eu até gosto de futebol. Mas por que os jornalistas esportivos teimam em fazer poesia com futebol? Todo Globo Esporte tem seu momento poesia, que na minha opinião é o que há de brega no jornalismo. Sei lá, fanáticos podem até achar que estes comentários melosos comparando jogadores e pintores, músicos ou qualquer outra coisa, são obras de arte. Alguns gols são lindos, poesia de futebol deveria ser meramente visual, nada de texto. Texto de futebol pra mim deveria ser uma coisa menos gabosa, tem que ser descontraído e bem-humorado.
Mas mudando de assunto, como sempre. Hoje eu escutei uma senhora, que era balconista, dizer que não gostava de atender ...aquelas pessoas que entram pra tomar um cafezinho, ou comprar um isqueiro, que gastam micharia. Disse ainda que por ela só atenderia as pessoas que ela gosta, os clientes antigos etc. Agora entendo porque outro dia ela quase derreteu pra atender um ator global.
De qualquer forma, fiz questão de pagar pra ela um real, em moeda, por um chocolatinho.
Hoje eu vi mais um livro que terei que ler na Saraiva Mega Store:
Sim, por que no meu atual estado de desempregada, sem chance de pagar o preço dele.
desabafo de Gabitsa 9:04 PM
Pode falar, mas não me machuque:
Como foi o feriado de vocês? O meu foi bem calminho, curtindo um edredon dentro de casa, afinal eu tinha pedido um inverno.
Mudando de assunto, eu nunca tinha visto um perfume com notas de pipoca. Na verdade agora estou curiosa para sentir o cheiro. Pois é, acabei de ler que o Miss Dior Chérie tem notas de pipoca. E de morango. Se alguém já tiver experimentado me esclareça: É bom?
O frasco, pelo menos, é um charme.
Pra quem gosta de moda, mora no Rio e quer conhecer novos nomes, me passaram a dica de um evento na Casa da Matriz em Botafogo. A entrada é gratuita, mas eu não conheço quem tá organizando.
Quase certo que eu vou ver o que se passa por lá.
desabafo de Gabitsa 10:55 AM
Pode falar, mas não me machuque:
9/7/2005
Vocês já viram o comercial do IL DIVO?
Não sei o que vocês pensam sobre o assunto, mas pra mim é algo parecido com uma Boys Band de quase tenores. E se você entende de música, me corrija qualquer erro.
desabafo de Gabitsa 11:22 AM
Pode falar, mas não me machuque:
9/6/2005
Hoje já é terça feira de uma semana anormal. Na UFRJ alguns professores acharam que o certo era emendar a semana inteira, outros não. Uma loucura. De qualquer forma, parece que o mundo tá acabando. Vários aviões caindo por aí, chuva e vento forte, queimadas. Tudo ao mesmo tempo. E eu tentando desenhar.
desabafo de Gabitsa 8:03 PM
Pode falar, mas não me machuque:
9/4/2005
Pra não dizerem que não falo mais de moda...
Domingão em casa. Ainda no assusto moderninhos, mas agora os moderninhos fashion. Já reparou que agora a onda é os novos estilistas falarem que não seguem tendências? Ques criam só aquilo que eles próprios tem vontade de usar? O incrível é a enorme semelhança entre o que está na moda e o que eles tem vontade de usar. Há muita hipocrisia nesta história toda. Ou será que é ingenuidade por parte destes estilistas? Por que não há novidade em usar tecidos de tapeçaria ou pelo menos com estampa de tapeçaria, um monte de gente já vem fazendi isso. Não há novidade em usar chita. Em fazer saias com babados. Blusas com cara de baú da vovó. Tudo isso já é tendência, e quem tá começando agora ou mostra um novo jeito de usar estas peças, ou faz alguma coisa diferente. Ou então não vem me dizer que não há influência de tendências em seu trabalho. Sim, ir ao Mercado Odeon ontem fez meu senso crítico ficar a mil. E não. Eu não desgosto destas peças com tecido de tapeçaria, jeito de antiguinho, estampa de chita. Só não acho que seja uma grande novidade.
Aí você pode me perguntar, o que vai ser novidade nestes dias de tudo é permitido? Durante muito tempo eu acertei bem o que seria tendência, mas acho que agora estou sem palpites para a moda. Aposto em uma coisa meio jet-setter, tipo um anos setenta de rico. Menos hippie e mais pro chic.
Tá, já falei que to numa fase vestidões compridos. Mas não é só isso. São os óculos, o tipo de decote, a coisa do amarrado, sem exagerar nos detalhes. Tipo um acabamento limpo. O vestido poderia ser estampado, mas nada nele poderia apertar demais, restringir o movimento. Alguém tem outra idéia?
Agora encerro mais um surto-fashion-descontrol.
desabafo de Gabitsa 6:47 PM
Pode falar, mas não me machuque:
Ontem eu fui no Mercado Odeon. É estranho. Eu gosto de lugares estranhos, com pessoas estranhas, mas a coisa já tava virando palhaçada. Por que? Por que começou a virar teatro. Pra mim as coisas alternativas não deveriam ser institucionalizadas. Eles ficam muito previsíveis. Mesmo corte de cabelo. Mesma camiseta engajadinha. Mesma sapatilha. Mesma bolsa. Mesmo óculos de aro grosso. Então eles passam a ser uma massa que as vezes critica aqueles que não são como eles por serem muito iguais a sei lá o que. Ou coisa parecida. Não que todos critiquem, mas sabe aquele olhar de o que você está fazendo aqui, pessoa sem óculo de aro grosso. Então, já fui alvo de vários destes olhares. Por que deve ser um grande problema o fato de alguém não inserido no estilo prafrentex gostar do mesmo tipo de música que eles gostem, ou de algum filme que eles assistam. Vai saber.
desabafo de Gabitsa 10:37 AM
Pode falar, mas não me machuque:
9/1/2005
E agora?
desabafo de Gabitsa 10:27 PM
Pode falar, mas não me machuque:
Então que hoje o tempo me enganou com cara de que ia ficar nublado. Mas já foi um dia menos terrível nesta semana. Já foi um grande avanço. Ia falar dos vestidos lindos que Ivete Sangalo tem usado. Coloridos, amplos, floridos...sei que a escolha é mais da stilist que dela, que provavelmente esta escolha é para compor uma personagem que canta Chica-chica-bum (ela cantou ontem no programa da Adriane Galisteu), mas eu estou adorando aqueles vestidos. Logo eu que sempre fui defensora dos curtos, com vontade de ter vestidões? Só não sei se o verão do Rio suporta vestidos longos assim.

Mas tem acontecido muita coisa estranha no mundo e não dá pra eu apenas ignorar que as coisas acontecem. Nova Orleans debaixo da água. O neo-terrorismo no Iraque. Por mais que o mundo esteja doido há um bom tempo, sempre fico chocada. O caso do furacão choca por mais uma vez mostrar que não podemos manipular a natureza sem pensar nas consequências. Esqueça o discurso ecologista, é só a questão do bom senso mesmo. Com tanto engenheiro nos EUA, nenhum deles pensou que o rio não iria suportar as obras que foram feitas?
Já a coisa do Iraque me fascina. É cruel, eu sei, mas mostra que os terroristas não estão brincando em serviço. De alguma forma eles estão evoluindo suas táticas. Afinal quem vai ser acusado de ter espalhado um boato no meio de tanta gente? Como é que vão identificar? E vão culpá-lo de que? E como vão evitar que um terrorista destes aja? Lei do silêncio? Se eu estudasse ciências sociais estudaria este fenômeno, afinal tenho medo de suas consequências.
desabafo de Gabitsa 9:17 PM
Pode falar, mas não me machuque:
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