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11/29/2007
Tento ficar de fora das discussões de política, por que me entristece e porque no Brasil só vejo palhaçada sobre palhaçada. A sociedade brasileira é moralmente falida e nossos políticos apenas refletem nosso jeitinho. Mas Mônica Veloso conseguiu me fazer entrar no tema. Foi, fez, aconteceu, apaixonou, teve filho, pediu pensão, deu depoimento, posou pela e escreveu um livro. Será que ela já plantou uma árvore?
Enfim, o lançamento do livro dela conseguiu a seguinte manchete.
Até fiquei com dó. Nem tanto, pois ela é uma grande oportunista, que não deve sentir o menor remorso de ter ganhado dinheiro com a desgraça brasileira. Mas este é o tipo de coisa que acaba com a auto-estima da pessoa. No UOL, a matéria ainda faz um tipo de deboche, dizendo que a pessoa mais famosa a comparecer foi Nani Venâncio. Trevas.
Devia ter ficado satisfeita com a pensão paga pelos cofres públicos e o cachê da Playboy.
desabafo de Gabitsa 5:23 PM
Pode falar, mas não me machuque:
Um herói da infância.

Eu assumo. Adoro os filmes de aventura que tiveram várias continuações desde os anos 80. Duro de Matar, Máquina Mortífera, De volta para o Futuro, Karatê Kid e principalmente, Indiana Jones. Adoro! Meio nerd. Canastrão. Sem afetação. Adoro a cena em que o árabe fica fazendo poses de luta e ele saca uma arma e atira. Sem frescura. Bem humorado. Mostrando, as vezes sem propriedade histórica, um mundo exótico e distante, improvável, uma fantasia quase ingênua de mocinhos e bandidos e anti-heróis divertidos. Eles que façam o favor de fazer um filme tão legal quanto os outros. Estou esperando.
desabafo de Gabitsa 1:32 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/26/2007
Resolvi colocar um portifolio na internet. Nem tá muito atualizado, mas tenho que começar a mostrar o meu trabalho em algum lugar se quiser mesmo mudar de emprego. É isso, estou dando a cara a tapa. Me arriscando a ter meu trabalho esculhambado por desconhecidos. Mas a vida é isso aí.
desabafo de Gabitsa 9:50 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/25/2007
Dias estranhos estes no Rio de Janeiro. Chove, esfria, esquenta, venta. Já deveria estar acostumada, mas quem é que se acostuma em espirrar ininterruptamente?
Enfim, não posso falar mal do tempo, afinal tenho minha parcela de culpa por ele estar assim, tão digamos, temperamental. Mas vamos deixar esta história ecológica de lado, nem sei em quem acredito sobre estas coisas. Sei que deveria reciclar mais lixo, gastar menos água, ir de bicicleta pro trabalho. Mas eu nem quero continuar no meu trabaho, de forma que eu nem lembro mais o que vim escrever aqui hoje.
A luz está piscando. Não sei se é outra mega variação de energia ou se a lâmpada está em seus últimos momentos. Não é uma lâmpada fluorescente, é incandescente mesmo. Não gosto do tom azulado e asséptico das lâmpadas econômicas, tampouco gosto do calor das lâmpadas comuns, principalmente no verão. Já basta. Domingo é um dia estranho, mas amanhã é outro dia. Segunda. De café da manhã com a liderança e decisões a serem tomadas.
desabafo de Gabitsa 7:12 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/21/2007
"Com a crescente democratização da moda no Ocidente, ninguém olha mais para o traje como forma de identificação social. Olhamos para o corpo. Porque resta apenas o corpo, e o que fazemos ao corpo, e o que gastamos com ele, para nos distinguirmos da massa anônima." (COUTINHO, JOÃO PEREIRA; Este é meu corpo; Folha de São Paulo; 21/11/2007)
Não sei se concordo. Talvez funcione melhor na Europa e nos EUA. Aqui no Brasil quem não tem dinheiro continua com uma percepção de beleza e moda diferente de quem tem dinheiro. Talvez da classe média pra cima a coisa tenha ficado homogênea, mas um passeio pela feira de São Cristóvão é o suficiente para mostrar que a roupa ainda distingüe as pessoas, e não é uma questão pura de preço. São combinações de formas, cores e estampas que estão longe da última moda. Ou está tudo junto ao mesmo tempo, agora. Não faz diferença se está frio ou quente. Se a roupa é dois números menor que a pessoa ou se está vulgar. Estão lá felizes, dançando até suar tanto que a chapinha começa a se desmanchar, da raiz para as pontas. Não é falta de informação. Qualquer revista de R$1,49 traz exemplos do que usar ou não, e a própria televisão sempre volta ao tema. É uma questão de ponto de vista diferente. De gostar ou não do que está na moda, se apropriar do que tiver vontade e se sentir feliz daquele jeito. E quem é que pode se dar ao luxo de achar ruim ser feliz?
Não podia ser diferente no país do carnaval, do Lulinha e jeitinho.
desabafo de Gabitsa 10:35 AM
Pode falar, mas não me machuque:
11/18/2007
From heaven to hell.
Não resisti ao trocadilho. Na verdade quem fez o mesmo nem fui eu. Mas a situação merece.
Passei a semana esperando pelo domingo, dia em que posso comer sorvete. Eis que descubri uma nova linha de sorvetes da Nestlé chamada Heaven. Não achei aqui perto de casa, mas uma vez no Zona Sul, viva! O sorvete estava lá. Viemos embora de táxi para o sorvete não descongelar. E pra quê? Ele já tinha sido descongelado e recongelado no mercado mesmo.
Depois da espera toda fui recompensada por uma camada de cristais de gelo sobre uma camada de xarope de caramelo. Decepcionante.
Acredito que o sorvete em suas condições normais deva ser ótimo. Quando a Nestlé tiver a boa vontade de me mandar um sorvete em boas condições eu tirarei a prova.
desabafo de Gabitsa 9:43 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/14/2007
Bolsas.
Já cansei. Não das bolsas, que se reinventam, mudam de cor, tamanho, formato e são lindas. Já cansei de ver tanta campanha de bolsa com mulher pelada. Tem até a pôse clássica. Como a da Alinne Moraes para a Arezzo.
Assim, as campanhas da Arezzo já foram melhores. Eu esperava mais desta, afinal a direção de arte é do Giovanni Bianco e as fotos do Bob Wolfenson. Das fotos não posso reclamar, mas do conceito em si...tá pobrinho. As fotos são bonitas, a Aline tem um corpão, e o que mais? História repetida. Arezzo, me contrate, posso pensar uma campanha mais legal pra vocês.
desabafo de Gabitsa 10:07 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/11/2007
Meninas perigosas.
Não é de hoje que mocinhas bandidas chamam a atenção em crimes variados. Aviões do tráfico, assassinas, golpistas, etc. Elas estão aí para fazer suas vítimas e gerar comentários entre incrédulos.
Um dos sintomas de uma sociedade altamente machista é não julgar que uma mulher possa ter uma mente perigosa e inteligente o suficiente para fazer as coisas erradas que muitos homens fazem. Mulheres também matam, também roubam, também vendem informações. Mulheres também sabem atirar, consomem cocaína e vendem balinhas para jovens idiotas que querem parecer donos do mundo. Mulheres também dão "Boa noite cinderela" e batem carteiras na Paulista.
Muitas são enganadas e subjugadas por irmãos, pais, maridos e desconhecidos. Muitas sofrem chantagem, são espancadas, mutiladas, etc. E muitas criam seus filhos homens de forma tão enganada que eles perpetuam este tipo de comportamento. Enfim, não é o caso de por toda a culpa sobre as mulheres, como na Idade Média. É só o caso de não achar que uma mocinha da Zona Sul, bem vestida e estudada não pode ser uma bandida de primeira só por conta da aparência. Machismo também é se deixar enganar por pestanas e rubores.
Semana passada prenderam uma destas meninas, traficante de drogas sintéticas. Sabe-se lá porquê algumas pessoas ficaram chocadas por ela estar entre os outros filhinhos de papai da área nobre da cidade. Se eles todos recebem a mesma educação, podem fazer as mesmas coisas. Richtofen agora tem companheiras de classe. Tem a menina de Goiás que deu golpes nos Jardins, a outra de Campinas que armava assaltos a residências. Agora também tem a que trabalhava no Cerasa.
O ruim disso tudo? O erro. O caso da mulher de Taubaté que até eu odiei, pensando que tinha dado cocaína pro seu bebê, e que na verdade não tinha dado. Me senti culpada por ter julgado e falado bem feito quando ela teve seu ouvido perfurado. Precisamos abrir nossos olhos. Gênero não define personalidade nem capacidade de errar e acertar. As artimanhas do preconceito estão cada vez mais sutis.
desabafo de Gabitsa 5:10 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/8/2007
Campari Tales
Ainda no mundo dos contos de fadas, o calendário 2008 Campari.
Campari é uma bebida de um vermelho lindo, absoluto e um sabor duvidoso. Tem gente que ama, gente que odeia e gente que nunca teve coragem de experimentar. Mas vamos às imagens.
A estrela do catálogo é a atriz Eva Mendes. Tenho visto ela em muitos filmes ultimamente, quase sempre fazendo o papel da latina gostosa. Enfim, ela é bonita e agora deve estar ganhando muito bem pra fazer seus filmes e fotos.
A coisa dos contos de fadas pode render coisas ótimas, independente da aura que se dá a eles, talvez seja por causa dos mitos por trás das histórias, que seja. Achei que este ensaio tem alguma coisa que me incomoda, mas não sei o que é. Enfim, tá aí.
desabafo de Gabitsa 12:39 PM
Pode falar, mas não me machuque:
O assunto é da semana passada, mas a imagem é linda.
Esta campanha da Disney está com uma produção incrível. Mas esta imagem em particular achei maravilhosa. Acho que esta atriz é linda, real.
Mas as outras imagens também são ótimas, e eu estou na expectativa pelas próximas, afinal, por mais que a Disney blá, blá, blá, capitalista, dominação cultural e este discurso universitário requentado, enfim, animações clássicas da Disney fazem parte da minha infância e do que eu sonhei por muito tempo. Mesmo com as mensagens pornôs subliminares, os ideais de beleza europeus e os clichês fofos. Mais imagens, histórias, etc, aqui.
desabafo de Gabitsa 12:18 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/7/2007
Eu estudei na UFRJ. Isso já me deixa em situação delicada para falar alguma coisa sobre a PUC.
Mas concurso de estilo entre as alunas? Gosto duvidoso...
Ainda mais quando elas fazem pôse de costas, com a mão na cintura. Mas tirando a implicância, algumas meninas tem umas idéias legais. Confira no site Estilo PUC. Você pode até votar na sua favorita.
desabafo de Gabitsa 12:04 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/4/2007
Tem dias em que um sorvete de chocolate simplesmente não substitui um chocolate.
desabafo de Gabitsa 10:16 PM
Pode falar, mas não me machuque:
11/3/2007
Roberto Cavalli para H&M
Lindo, pra quem souber usar. Estampa de bicho sempre cria um conflito. Eu gosto, com ressalvas. Não é qualquer um que segura a onda. Eu mesma, não seguro mais que um chinelinho meio discreto. Estou tentando investir em uma regata zebrada, em preto e branco mesmo, mas tá difícil criar coragem. Não quero passar o dia todo lembrando que estou com uma estampa de bicho. Então, pra quem tem o poder, minhas reverências.
Mudando de assunto, acho interessante esta onda de estilistas assinarem coleções que os mortais nem tão pobres assim possam comprar. Não sei onde é que isto vai levar. Um luxo cada vez mais ostensivo? Democratização? (não acredito) Nudismo como novo preto? Enfim, no Brasil parece que não foi tão forte assim. As coleçoes de estilistas pra C&A não criaram tanta comoção, lembro de ter visto araras cheias e ninguém disputando as criações de Raia de Goye. Talvez se fosse uma linha da Gang pra C&A tivesse vendido horrores.
Oops, nada contra a Gang.Só acho que uma grife que já tivesse apelo entre as pessoas fosse mais bem recebidas que aquelas que são conhecidas apenas por uma elite fashion. Vamos lá, não existe uma real cultura de moda no Brasil, pelo menos uma que atenda a todo mundo e não venha das novelas.
Vai ver que por aqui as pessoas só reconheçam, mesmo, as grifes importadas e massificadas, Nike, Tommy Hilfiger, Adidas, GAP. Vai ver por aqui as pessoas se preocupam mais com o efeito que com o conforto. Uma vez ouvi que era melhor ter várias blusinhas vagabundas que uma blusa muito boa, afinal a moda passa. Eu juro que prefiro as muito boa, mas não tenho dinheiro pra elas. Nem coragem pra gastar 300 reais em uma regata de malha. Pois é, me perdi no raciocínio. Não estou nem lá, nem cá.
Quer saber? Tá quente demais pra pensar em roupa.
desabafo de Gabitsa 12:32 PM
Pode falar, mas não me machuque:
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