Ontem mais um ícone da minha infância morreu. Na verdade dois ícones morreram, mas Michael Jackson era ídolo pra mim desde sempre e Farrah Fawcett só depois que eu estava mais velha e preocupada com estilo. Mas vamos por o foco em Michael.
Ele planejava voltar aos palcos, mas sua saúde parecia frágil demais faz tempo. Morreu sem show, sem holofotes, dentro de casa.
Mas o mundo pop é o que é hoje por causa dele. Músicas, clipes coreografados, shows muito bem produzidos. O nível de qualidade e espetáculo é outro depois de MJ. Todo mundo acha que sabe fazer o moonwalker, que sabe lançar um som pop realmente abrangente, mas não. Poucos saber fazer tão bem quanto ele.
No último ano ele foi referência para uma das coleções must have da moda. Tudo quanto é celebridade ou trend setter apareceu com uma jaquetinha estilo militar Balmain, inclusive o próprio Michael.
Esta foi a foto do desfile mais usada em referência de estilo nos editoriais de moda nos últimos meses. Vi em vários.
Mas a coisa não para por aí. Temos também a re-edição de luvinhas, brilhos, sapatos bicolores e calças curtas. Jaquetas perfecto e vinil.
Não foi ele quem inventou tudo isso, mas que ele pôs tudo em evidência é indiscutível. No Chic fizeram uma retrospectiva das jaquetas.
Queria fazer um post mais bem elaborado sobre o assunto, mas não dá. Vou defender demais o Michael, entrar numa onda pcicológica pra explicar os problemas do declínio da carreira dele e o post vai ficar absurdamente chato. Se eu conseguir deixar as coisas claras na minha cabeça, volto a escrever.
desabafo de Gabitsa 1:41 PM
Ao invés de gastar meus neurônios tentando debatar com quem simplesmente classifica o ramo de moda e cosmética como fúteis, usarei as palavras de Miranda:
“Você ri por ignorância. Ri porque se vê num mundo distante desse no qual está trabalhando, achando que a cor de um cinto ou de uma blusa não é importante. Pois eu lhe digo. Essa simples cor foi definida por inúmeras pessoas de talento que movimentam bilhões de dólares no mundo e que ditam tendências, e proporcionam identificação e satisfação para as pessoas através do modo de vestir-se. O azul desse suéter barato que você está usando foi criado por essa gente que você faz questão de ignorar”.
O filme O Diabo veste Prada também não deve ter sido visto por esta gente, é uma pena. Acho engraçada a definição de futilidade. Ficar discutindo sobre uma situação hipotética que nunca irá acontecer é mais útil que criar milhares de empregos? Moda não é também uma forma de expressão da individualidade e do consciente coletivo? E isso não faz dela arte? Seja lá o que for a arte, porque a definição disso é complexa demais.
Me desculpem amigas cabeçudas. Eu assumo minha tendência ao escapismo, mas não acho que debater assuntos ditos inteligentes seja menos escapismo que ver as tendências da moda. Também não acho que o setor seja todo escapista. Muita costureira, muita gente de comunicação, muito caminhoneiro que tem trabalho e alimenta seus filhos por causa desta coisa inútil chamada moda.
Por fim, na SPFW tem gente fútil, gente deslumbrada, gente sem noção e tudo o mais. Como em qualquer outro lugar do mundo. Agora chega. Tenho que descobrir quais são as coisas bonitas que vou desejar intensamente na próxima estação.
desabafo de Gabitsa 10:54 PM
Hoje acaba a SPFW e fora meu surto apareci no site da Vogue não escrevi mais nada sobre.
Desta vez estou com mais vontade de falar sobre o evento que sobre a moda apresentada. O motivo é simples: Não me surpreendi o tanto que gostaria. Gostei de algumas coisas sim e vou escrever sobre elas. A moda aqui não vem tão mastigada quanto no Fashion Rio, exige um pouco mais de atenção. Mas eu queria sonhar e acho que as maquiagens apresentadas foram melhor nisso que as próprias roupas.
Quanto ao evento. Acho que é um tanto quanto provinciano. Clubinhos fechados que se desafiam. Acho que um pouco mais de integração e acessibilidade fariam um bem danado ao evento. Não acho que todos devam ganhar os mimos ou participar dos coquetéis. Mas mais pessoas poderiam visitar os espaços, mesmo que não tivessem acesso aos canapés de salmão defumado ou ao prosseco italiano. Pois é, eu visitei bastante coisa e aprendi muito. O acesso ao evento já é restrito em si, talvez fosse mais legal se mais gente pudesse ver mais coisas.
Não sei como são as outras semanas de moda no mundo afora. Se alguém puder comentar o assunto, agradeço.
desabafo de Gabitsa 8:54 PM
desta vez vou começar falando que sim, eu fui. Ontem soube que tinha um convite me esperando e no final da tarde lá estava eu entrando no pavilhão. Este ano tem toda aquela coisa de ano da França, mas não tá óbvio, tá bem legal. A exposição do acervo da Beth Largedére é ótima, tive que me segurar pra não meter a mão nos vestidos.
O melhor foi que desta vez eu tive acesso a vários estandes. É, deveria ter tirado fotos, mas na falta delas, segue uma que foi tirada no coquetel da Vogue.
Esta bonequinha faz parte da campanha de prevenção do cancêr de mama da Femama. É bem fofinha! Outras fotos no RG Vogue.
desabafo de Gabitsa 8:05 PM
Redley. Mais saias e vestidos, mais urbano que os outros.
Filhas de Gaia. Caramba, queria muito ser o tipo de pessoa que pode jogar um vestido destes e sair sem medo. Mas é melhor eu ficar nos românticos soltinhos.
No final das contas, tenho que voltar a fazer ginástica e garantir pernas para usar todas as saias e vestidos que quero no próximo verão. Agora que já vimos o lado mais comercial, vamos esperar pelo fashion de verdade na SPFW.
Ah sim, não falei nada de bikinis. Pois é, não me animei.
Mais Fashion Rio e muitos vestidos lindos pra querer ser feliz e nada mais. Pra dia, pra noite, pra brincar de voltar ao passado. Estampas e cores felizes.
Apoena - vestidinhos estampados. Continuo com a sensação saudosista, mas achei que o colarzão mais atrapalhou que ajudou.
Cantão - é difícil esta marca passar sem alguma coisa legal. É bem comercial, mas faz sua parte ireitinho. Gostei da coisa meio água destes vestidos.
Tufvesson - sou absolutamente suspeita quando o assunto é a coisa disco. Apesar de achar que em mim o cetim faria um estrago colossal, amei o clima. Gosto dos cortes limpos.
Victor Dzenk - Gostei dos degradês e estampas fluidas.
TNG - Gostei de algumas peças, bem descomplicadas, mas não consigo amar um desfile que chama mais atenção pelas pessoas que desfilam que pela coleção em si.
Se vamos usar Juliana Paes, acho que o mínimo que se deve fazer é buscar uma imagem totalmente distante da novela. Mas eles me colocam a mulher com um pano enrolado no corpo. Nem era uma amarração de sari, concordo, mas se vamos ter Juliana Paes, vamos tentar surpreender. Achei meio tedioso.
Implico mesmo.
desabafo de Gabitsa 2:36 PM
imagino que no vocabulário universal todo mundo pensa na primavera como a época em que as coisas renascem e ganham nova vida. Não sei se sou eu, ou se é o Brasil, mas sempre penso em próximo verão.
No próximo verão seremos mais felizes, as cores estarão mais vivas, tomaremos banhos de sol e mar. No próximo verão usaremos roupas bonitas, aprenderemos um esporte novo e estaremos prontos pra férias inesquecíveis. Deve ser por isso que sempre prefiro as coleções de verão nas fashion weeks brasileiras. Em meio a tanta crise e sabendo que várias marcas saíram dos line-ups, acho que no final das contas todo mundo quer mais é ver o que há de bonito, o que iremos usar ou não, que cores e formas tornarão nossos dias tão quentes mais agradáveis.
No momento, sentindo um frio que gela os ossos, sabendo que ele ainda vai ficar mais forte e ainda mais, agora que o Rio de Janeiro é uma realidade abstrata, pensar em verão parece sonhar com dias de festa. E é isso que vou procurar nas fotos dos desfiles.
Graça Ottoni - gostei da estampa, dos brancos e quase brancos bem iluminados e do vermelho. Usaria fácil.
Maria Bonita Extra - tá bem no clima quero ser feliz no próximo verão. Vestinhos descomplicados, cores doces.
Têca - estampa, cores bonitas e crochê. Uma coisa brasileira, roupas que remetem a minha infância, de um jeito meio torto, mas quase tudo o que tenho visto na Fashion Rio tem causado isso.
Outros desfiles e mais fotos no Chic.
desabafo de Gabitsa 10:26 PM
Enquanto era quase famosa, Marilyn posou para revista Life. Acharam o material chato e a modelo não era ninguém na noite, então o ensaio meio que sumiu. Agora que ele foi re-encontrado, a gente pode ver um pouco da atriz antes dela se tornar aquele personagem que habita nosso imaginário coletivo.
No site da Life tem mais. Dois anos depois destas fotos, ela já era uma estrela e saiu na capa da revista. Já tinha definitivamente se transformado em Marilyn Monroe.
desabafo de Gabitsa 1:23 PM
Sou publicitária e amo moda. Então quando as duas coisas vem juntas, eu respiro fundo e paro pra prestar o máximo de atenção possível. Normalmente os comerciais ligados à moda são estranhos. Nem tanto quanto os de perfume, mas são estranhos. No Brasil ainda tem o agravante de muita gente não levar moda a sério, e os comerciais serem muito parecidos. Mas hoje eu vi um bem bonitinho.
Vou dizer que gostei. Tem história, é bem produzido, tem o tal do ponto de virada e, sem interferir em nada, o anunciante conseguiu colocar suas promoções na tela. É atual, mostra mãe e filha que também são amigas, e principalmente, a mãe sai de casa linda, sem estar vestida de filha. Queria eu mesma ter tido a ideia. Apesar de mostrarem poucas peças de roupa, deixa claro que tem opção pra vários estilos, que é ponto principal das campanhas deles.
Só acho que a filha, que vai ficar em casa com o namorado podia estar um pouquinho mais arrumada. De qualquer forma, com a mãe fora de casa, acho que ela não vai continuar vestida por muito mais tempo mesmo.
desabafo de Gabitsa 6:34 PM